quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A maneira mais econômica de ir a São Paulo e fazer o visto dos E.U.A

quem quer arruma um jeito quem nao quer arruma uma desculpa,o importante é que consegui meu visto e estou liberado para ir pegar as ondas do Hawaii, valeu xandao do ondas do sul pelo espaço mais uma vez.
 
 
A maneira mais econômica de ir a São Paulo e fazer o visto dos E.U.A
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  17/10/2012




Por: Ipojucã Chaves 

Parti na ultima quarta feira para São Paulo onde fui fazer o meu primeiro visto dos E.U.A, foram 3 dias de muitas emoções, uma viagem incrível.

Pulei bem cedo da cama, eram 05h30min AM peguei minha moto e fui para o posto de gasolina na BR 101 próximo a minha casa, já fui logo falando com alguns caminhoneiros que iam acordando e aquecendo os motores, logo consegui falar com um cara que estava transportando um daqueles “trens de pouso da infra ero", falei que estava indo pra SP e que precisava de uma carona para algum lugar mais próximo, com cara de poucos amigos o cara me respondeu estou indo pra Curitiba só vou passar uma agua no rosto e estou partindo, pedi para um dos frentistas do posto dar uma cuidada da minha moto que em dois dias estaria de volta.

Fomos conversando e ele me perguntou o que eu iria fazer em SP e o que eu fazia da vida, foi uma boa oportunidade de treinar o que eu iria falar na entrevista, e também pude ter uma aula sobre estrada, arrebite e pensão alimentícia, pois o caminhoneiro me contou toda a sua trajetória. Bem depois de horas de viagem fui parar na rodoviária de Curitiba onde esperei por mais algum bom tempo o ônibus e acabei entrando noite adentro viajando.

O horário previsto para a minha chegada à rodoviária do Tietê seriam 5 horas da manhã mais não foi possível devido a dois acidentes na estrada, eram 8 horas e eu estava trancado no transito da cidade (hora do rush) e meu agendamento para estar no CASV onde iria tirar foto e as digitais eram as 09h45min AM, foi ai que me vi em apuros, decidi descer do ônibus e ir caminhando mesmo, por sorte estava próximo à praça da sé e já fui pegar um metro.

Mais como eu faria isso se nunca estive no centro de São Paulo¿ Quem tem boca vai a Roma, saí perguntando e foram três metrôs sentido luz, depois republica e sentido Jabaquara pra descer na praça da arvore. Tive que pegar mais um ônibus jardim Ângela, mais enfim cheguei as 09h30min da manhã ufaaa...

Fiz a foto e tirei a digital tudo certo, mais a entrevista do dia seguinte seria em outro bairro onde tudo é mais caro, inclusive o hotel próximo ao consulado é o íbis que cobra 150 reais a diária, mais consegui um belo pouso por apenas 30 reais em uma padaria que estava em reforma a duas quadras do consulado.

Enfrentei uma fila enorme mais valeu muito apena ouvir o americano me perguntar falando um português bem difícil de compreender, para aonde você quer ir e qual a sua profissão¿ Respondi vou para o Hawaii e sou surfista profissional. OK você esta aprovado, boa viagem. Só agradeci falando tank you, fui para o centro comer dois cachorros quentes e um suco por apenas seis reais, fiquei muito feliz e parti de volta só pensando na próxima surf trip. ALOHA que venha o Hawaii.... 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Extreme Surf Arroio do Sal - Surf Highlights

Rolou no início deste ano um campeonato em Arroio do Sal, que foi organizado pelo meu amigo Thiago Rausch que conseguiu com os patrocinadores uma boa premiaçao em dinheiro para os quatro finalistas da categoria principal,foi um dia com boas ondas, sol,agua quente de verão e rendeu boas imagens feitas pelo meu amigo Guilherme Solano da AIPE TV.
 Curtam o video e as fotos...







                       batendo na emenda da onda

                                  batendo na cantoneira da vala



                 backside atack


domingo, 16 de setembro de 2012

 Resgatando as lembranças incriveis que somente o surf pode me dar, coloco a matéria que meu amigo de infancia Kim Miranda se disponibilizou de relatar e o meu grande amigo Verch de publicar na sua coluna all brothers do site ondas do sul.



 Começamos a ficar conhecidos pelos locais do pueblo que nos viam toda hora no mar ou comprando pão e banana, o Ipojucã virou ídolo da galera mais nova e a cada aéreo que ele voltava era uma festa, depois do surf ele sempre tinha que dar conselhos de como pegar velocidade nas olas.



                                           REDESCOBRINDO O EQUADOR




Por Verch


Começo a matéria deste mês, em estado de êxtase, pois ao receber o relato do meu brother Kim Miranda, passei a admirar ainda mais a coragem, a capacidade de correr atrás de um sonho e de surfar boas ondas. Quem assistiu mais de mil vezes Endless Summer, sabe muito bem do que estou falando, o sonho do verão sem fim, das ondas perfeitas, das descobertas da vida. Um surfista de alma nunca se dá por satisfeito, sempre busca explorar novos lugares, novas ondas, novas culturas, com esses três jovens surfistas de Albatroz (Kim Miranda, Ipojucã Chaves e Tiago Deskadeira), não tem ruim, o surf fala mais alto em todos os sentidos, acompanhe o relato de mais uma surf trip, desta vez a parada foi REDESCOBRIR O EQUADOR!!!


Diário de Bordo por Kim Miranda

Eu, Kim Miranda e meus grandes amigos Ipojucã Chaves e Tiago Deskadeira partimos para mais uma expedição em busca do verdadeiro surf de alma, dessa vez o destino era o Equador tendo como objetivo principal a lendária direita de Montañita.

Depois de curtirmos mais um verão na nossa amada praia de Albatroz vendemos algumas coisas e juntamos os dólares necessários para sair à caça das ondas equatorianas, sempre encarando com determinação total todos os obstáculos que apareciam pela frente. Quando o assunto é viajar em busca das ondas viramos leões e nada nos parece impossível.

Um vôo saindo de Porto Alegre nos levou até Lima e de lá outro vôo nos deixou em Quito, a capital do Equador que fica no alto dos Andes equatorianos. Depois pegamos um táxi até um terminal rodoviário da capital e em seguida embarcamos em um ônibus incrivelmente sinistro que levou 12 horas até a cidade de Guayaquil, ou seja, esse ônibus velho e lotado desceu os Andes durante a noite, chovendo e fazendo muito calor, parecia que vivíamos em um filme do Indiana Jones de tão trunk que era a situação.

Chegando de madrugada em Guayaquil pegamos mais um táxi até outro terminal rodoviário, sempre carregando as mochilas e a capa com as pranchas, e após umas quatro horas de espera rumamos em outro ônibus de três horas até a cidade de Santa Helena para de lá pegar um táxi de uma hora até nosso hostal (hotel) em Montañita, uma jornada épica e inesquecível.

O point break de direitas chamado Montañita nos deu as boas vindas com séries de 6 pés quebrando perfeitas sobre a bancada de pedra sem nenhum sinal de vento, toda a torturante viagem até ali fazia sentido para nós, a lendária direita existia e funcionava.

Ficamos doze dias no alegre e exótico pueblo de Montañita, surfando o point break e o beach break que sempre nos surpreendia com direitas e esquerdas longas na maré cheia e ondas tubulares e fortes na maré vazia. Não encontramos nenhum brasileiro no Equador, mas conversamos bastante com americanos, equatorianos, peruanos, chilenos e argentinos, nosso espanhol só melhorava e nosso inglês saía do zero.

Começamos a ficar conhecidos pelos locais do pueblo que nos viam toda hora no mar ou comprando pão e banana, o Ipojucã virou ídolo da galera mais nova e a cada aéreo que ele voltava era uma festa, depois do surf ele sempre tinha que dar conselhos de como pegar velocidade nas olas.

Sentimos-nos em casa, curtíamos muito a vibração do lugar, estávamos dividindo as ondas com alguns souls surfers californianos com mais de 50 anos, isso nos motivava muito já que sempre imaginamos como será nossas surf trips quando estivermos mais velhos, a emoção daqueles old guys era surpreendente, surfavam bem e pareciam ter muitas surf trips na bagagem. Quem é surfista é surfista até o fim da vida, essa foi nossa certeza.

Fizemos algumas investidas em outros picos como Puerto Cayo, Puerto Lopez e San Mateo, mas nenhum mostrou ondas tão clássicas como Montañita, sempre acabamos tendo que deixar alguma praia para trás, sempre fica uma vontade de ter surfado alguma onda, dessa vez não foi diferente e deixamos para uma próxima investida à lendária Chicama equatoriana chamada San Mateo.

Todas as surf trips são importantes, sejam elas para o outro lado do mundo ou para a praia ao lado da nossa, viajar em busca das ondas é parte fundamental da essência do surf. Aprendemos muito e vivemos grandes momentos durante o caminho entre a nossa casa e as ondas que procuramos. A busca por ondas nunca termina e sempre voltamos de uma surf trip mais ricos culturalmente e cheios de histórias e grandes lembranças. Essas aventuras que passamos junto com os amigos em lugares desconhecidos, perigosos ou exóticos nos fazem felizes, a irmandade é uma das melhores coisas da cultura surf.

Fomos para o Equador sorrindo e voltamos sorrindo mais ainda, pois foi mais uma viagem concluída com sucesso. Nossa alma surf segue planejando novas expedições, entre uma cerveja e outra relembramos surf trips anteriores e planejamos as próximas. Que a nossa irmandade soul surf seja eterna assim como a dos velhos californianos que encontramos. Amém.

Salve o Surf de Alma!

Aloha

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